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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Oddities

A propósito de canções improváveis, lembrei-me da cover de “Baby, I Love You” - um original do inefável Phil Spector, lançado pelas The Ronettes em 1964 - por uma das minhas bandas de referência, os Ramones. Foi em 1980, lançado como single do álbum “End of The Century”. O mais curioso é que a versão dos Ramones foi produzida pelo próprio Spector. Aqui está ela. E aqui a versão original.


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Elton & Kiki

Há uns dias, deixei por aqui um mote para a procura daquilo a que chamei “canções improváveis”. Basicamente, boas canções de artistas que, por qualquer razão, não tenho em tão boa conta como a canção. Hoje, é a vez do Elton John. É a vez do responsável, ou melhor, do culpado, por “Candle In The Wind”, pelo “Crocodile Rock” ou, ainda pior, “Nikita” e “Sacrifice”. Se bem que tenha um disco que não é de descurar (…em algumas partes), “Live In Australia”, de 1987, com a Melbourne Symphony Orchestra, onde podemos encontrar uma excelente interpretação de “Have Mercy On The Criminal” e de "Don't Let The Sun Go Down On Me", o certo é que, na generalidade, entendo o Elton John como um cantor popular (na acepção negativa do termo), uma espécie de Paulo Gonzo baladeiro cruzado com Tony Carreira e Júlio Iglésias.
Mas,
E há sempre um mas… Para além das canções que referi acima, há um single, muito bem conseguido, com um tempo maravilhoso e uma alegria contagiante, um dueto com Kiki Dee, de 1976, que não integra nenhum álbum de originais de Elton John, mas está por todas as compilações: "Don’t Go Breaking My Heart", uma canção improvável que dá pica para começar bem a semana.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Disco do dia...

Vários
"Kiss My Ass: Classic Kiss Regrooved"
1994 - WEA

Expoente máximo do glam rock, uma das fases mais difíceis pelas quais passou o rock (se bem que a fase actual, de Tokio Hotel e quejandos, seja bem pior), os Kiss não deixam de ser icónicos, carismáticos, e, acima de tudo, respeitados. Este disco, lançado na fase dos "tributos", está recheado de coisas boas. Desde a interpretação de "Deuce" por Lenny Kravitz, a versão soft de "Rock and Roll All Nite" pelos Toad The Wet Sprocket, até - e sobretudo - a "Plaster Caster", pelos Lemonheads. Para quem ainda não consegue ouvir os Kiss sem um pé atrás, fica a sugestão.

Para a galeria das canções improváveis, fica aqui "Rock and Roll All Nite".

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Canções Improváveis.

Um dia tive uma conversa com uma amiga espanhola a propósito dos Los Manolos. Depois de ela me ter mostrado os Heroes del Silencio, que na altura, em 1990, davam um salto gigante na carreira com o lançamento de “Senderos de Traicion”, e de ter desancado nos “La Unión”, ela elegeu os Los Manolos como o que de pior se havia feito, até à data, na música espanhola.
Eu discordei, não só porque há muito pior, mas porque sempre achei muita piada à versão flamenco chunga de “All My Loving”, da banda de Liverpool.
Lembro-me de, na altura, lhe dizer: “Eva, não sejas preconceituosa e ouve. Olha que podes encontrar verdadeiras pérolas na mais improvável das bandas.”
Isto para introduzir aqui um novo tema, que espero encontrar inspiração para explorar devidamente, uma vez que dá pano para muitas mangas. Lembrei-me de lhe chamar canções improváveis.
Para abrir, escolhi uma grande canção rock, com muito andamento, muito bem construída e que dá vontade de saltar, e muito. Os compositores… pois bem, Benny Andersson e Bjorn Ulvaeus. A banda… Abba.

Está aqui: "Does Your Mother Know", do álbum "Voulez-Vous", de 1979.

(Pelo menos por esta, há que dar o braço a torcer a Kurt Cobain, que na fase final da sua vida defendia que os Abba eram o paradigmático exemplo da eficiente simplicidade na construção de melodias.)