sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Estrada para lado nenhum...

Duas roads to nowhere, cada uma ao seu estilo (e, note-se, uma ao estilo de Byrne, outra de Ozzy, separados por um universo), mas igualmente meritórias, pelos melhores motivos, do seu lugar na história da música.




quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Now playing...

Keith Jarrett
La Scala
ECM - 1995

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Paredes de Coura 2008

...ou os intrépidos efeitos do mais pobre cartaz de sempre. Tão fraca escolha que pouco se me oferece dizer. Os Sex Pistols fazem parte da história. Os Primal Scream e os Lemonheads foram duas bandas de mediana expressão há quinze anos atrás. As Au Revoir Simone primam pela diferença, mas roçam a pasmaceira. Os Editors cumpriram sem deslumbrar. Os Mars Volta foram muito bons até passarem a fronteira do tolerável e passarem a "annoying". Os The Sounds são um indescritível manancial de lugares comuns, com uma vocalista pobre de espírito com um carisma proporcional ao tamanho dos calções e, de longe, arrebatam a medalha de lata. Ontem, domingo, já lá não estive. Espero para o ano ver qualquer coisa melhorzinha...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Por dias...



É já na próxima 5.ª feira, 31, em Paredes de Coura.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Now Playing...


Pat Metheny
"Day Trip"
Nonesuch - 2008
A mais recente obra de Pat Metheny é mais do mesmo.
Com uma introdução desta, poder-se-ia adivinhar vir aí maldicência... Mas não. Não porque o mesmo do qual agora temos mais é um som único, pessoal, intemporal e sempre entusiasmante. Neste disco, Metheny vem acompanhado, e bem, por Christian McBride, no baixo e Antonio Sanchez, na bateria, um dupla com um longo historial de jazz e que "encaixa" na perfeição na "Day Trip". A minha cultura musical, do ponto de vista técnico, não me permite ir mais além do que considerar não mais do que a componente estética da obra, e por aí, vale bem a pena por esta nova viagem a rodar, fechar os olhos, e acompanhar Metheny. Have a nice trip...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Thai

O Vinyl anda por Koh Racha Yai, uma ilhota perdida no sudoeste asiatico, a ver e ouvir a musica que se faz por aqui. Ate ja.

sábado, 21 de junho de 2008

Richard Bona - Suninga

Da mais pura estética sonora. Extasiante.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

The Who

"Baba O'Riley" - de "Who's Next", 1971

"Won't Get Fooled Again" - de "Who's Next", 1971

"Who Are You" - de "Who Are You", 1978

Ainda que o CSI fosse a maior merdice que anda pelos ecrãs das televisões, e não é, a escolha da música dos genéricos - que é, no mínimo, absolutamente genial - salvaria na boa a honra do convento.

Reminiscências...

Lembrado, e muito bem, pelo David Fonseca, que é quem esta semana escolhe a música que passa entre as 13h e as 14h na TSF:




Prefab Sprout

"From Langley Park To Memphis"

1988 - Epic

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Now Playing...


Danilo Perez

"Central Avenue"


GRP - 1998

"This piece captures the essence and synthesis of Perez's creation. The result: Central Avenue is an exciting blend of musical styles that rediscover Perez's musical visions and innate rhythms...including his Latin blues." - Paula Edelstein, AMG

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Dúvida do dia...

Mas por que razão é que, seja no cinema, televisão ou música, cada vez que se usa um exemplo de música erudita se fala nas Variações de Goldberg pelo Glenn Gould ou no Kronos Quartet?

E o Stockhausen?
E o John Cage?
E o Stephen Micus?

Qualquer dia ainda levamos com o Michael Nyman...

domingo, 1 de junho de 2008

A fabulosa Deolinda


Tudo começou na semana passada. Enquanto fazia zapping passei pelo inefável programa do Malato, prontinho para continuar a carregar nos botões do comando. Mas hesitei. Estava a ser anunciado um número musical.
"Ora deixa lá ver... O que será?", pensei.
E de repente... fado!
"Ora bolas!" e inclinei-me em direcção à mesinha, para pegar no comando e continuar a passar canais. No entanto, ainda antes de conseguir mudar o canal, começa a Deolinda a tocar o "Movimento Perpétuo Associativo". Curioso, pousei o comando, ouvi, reparei com alguma atenção e não pude deixar de esgar um sorriso de simpatia no fim.

Ontem, enquanto lia o jornal, pela manhã, tomei conhecimento que a Deolinda dava um concerto no Passos Manuel. "Deve ser giro...", pensei. Reuni um grupinho de vítimas dos meus desvarios musicais, e lá fomos.

Ora, o concerto foi absolutamente notável, em todos os aspectos. Desde o ambiente familiar propiciado pela sala, muito aconchegante, até à decoração kitsch do palco, com rendinhas na munição, um velho lustre pousado e um tapete no chão. Entraram com uma simpatia irradiante e arrabataram a plateia aos primeros acordes.


Na música da Deolinda - que assim gosta de ser chamada, não "os", mas "a" Deolinda - não há guitarra portuguesa e não há tristeza, mas há contrabaixo, António Variações e os Fairground Attraction. Há uma alegria imensurável e um prazer no que se faz que não engana ninguém. A Ana não é uma actriz em palco, é a perfeita encarnação da personagem que cada uma das canções tem. A sua pose e apontamentos vocais, sempre no momento certo, são brilhantes.


Já por diversas diversas vezes aqui escrevi que não gosto de fado. Tenho um enorme respeito pelo Mariza e pelo Camané, mas continuo a achar o fado soturno e demasiado limitado por esterótipos que espartilham o seu desenvolvimento. As tentativas que foram feitas, em tempos, de modernizar o fado penderam todas para o intelectual, como a Mísia, por exemplo, e foram um flop.

Agora, a Deolinda fez mais num disco por aproximar o fado de cépticos como eu do que todos os fadistas quese seguiram ao Marceneiro e à Amália.


De resto, o extraordinário trabalho da Deolinda só vem confirmar uma teoria minha, que também já aqui deixei: a verdadeira música tradicional portuguesa não é o fado, são os viras, os corridinhos e os folclores de aldeia. O fado é uma importação do norte de África, uma música magrebina adaptada e adoptada por Lisboa. O que faz a Deolinda é afastar os elementos "amouriscados" do fado e substituí-los pela alegria de António Variações e, em momentos, o festival vaudeville de Waits ou Kusturica.


No dia em que Paulo Gonzo tocou no Rock in Rio, Obrigado, Deolinda, pela lufada de ar fresco.


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Songs of freedom

"Old pirates, yes, they rob I;
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottomless pit.
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty.
We forward in this generation
Triumphantly."
Bob Marley & The Wailers
"Redemption Song"

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Re-descobertas




Prince & The New Power Generation
Diamonds & Pearls
Warner - 1991



"Diamonds and Pearls" não é um dos discos mais significativos do pequeno génio de Minneapolis. Quanto mais não seja porque foi ensombrado por aquele que lhe sucedeu, o disco em que Prince cantava "My Name Is Prince" mas assinava com um símbolo que não consta do meu teclado. Todavia, "Diamonds and Pearls" não deixa de ser importante. Em primeiro lugar, porque assinala a mudança da banda de apoio, da "Revolution" para a "New Power Generation", com um som francamente mais jazzy que a sua antecessora, mais negra. Em segundo lugar, porque do seu alinhamento consta "Get Off", um dos momentos altos de Prince, e outras grandes canções como "Cream", "Money Don't Matter 2 Night" ou aquela que dá título ao álbum.
Quando o disco saíu, em 1991, vivia eu o auge da minha adolescência, logo arranjei uma cassete pirata, que rodou até partir a fita magnética. Sabia as letras de cor mas não tinha noção da riqueza da música de Prince. Vale a pena ouvir outra e outra vez, porque sempre se descobrem coisas novas.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Zakk Wylde - Way beyond empty

Pura estética sonora

Em 1997, na sua casa de campo em New Jersey, enquanto recuperava do esgotamento que o afastou vários anos dos palcos, Keith Jarrett sentou-se ao piano, no seu pequeno estúdio, e tocou para a mulher (e teve a brilhante ideia de gravar) uma série de standards, simples, limpinhos de virtuosismos ou floreados.
É certo que nunca houve um pianista tão multifacetado como Jarrett, que, além da sua genialidade própria e única, reúne as melhores qualidades de antecessores como Thelonious Monk ou Vladimir Horowitz. É certo também que o que é mais característico em Keith Jarrett é o seu virtusismo e brilhante sentido de improviso, seja sobre uma pauta em branco, seja sobre o que quer que seja. Mas uma vida inteira de concertos quase diários deixou-o fisicamente esgotado e condenou-o ao síndrome de fadiga crónica que o afastou da ribalta.
A belíssima serenata que dedicou à sua mulher foi o primeiro passo da sua recuperação. Como primeiro passo, e vindo da fase em que vinha, Jarrett optou pela simplicidade. Mas até o mais simples, tocado por Jarrett, é sublime.


Keith Jarrett

"The Melody at Night, with you"

ECM - 1999

terça-feira, 20 de maio de 2008

De volta...

Quem me conhece sabe que eu sou um incontinente verbal. Quem não conhece e foi lendo o que para aqui deixei escrito… também deve ter reparado nisso.


Gosto de falar sobre música e, acima de tudo, partilhar a música e as opiniões sobre ela. Adoro sentir o feedback que aqui fui acicatando, seja o positivo, seja o negativo (mesmo o leitor furioso com a crítica ao novo disco dos Eagles e aquele ofendidíssimo com a comparação entre os Anjos e o Paulo Gonzo…).


Foram só três meses em que me contive, em que dediquei o meu teclado a outras andanças. Mas apetece-me voltar. Seja para dar as más notícias, como o facto de, mais uma vez, ir perder o concerto dos Iron Maiden, ou o facto de, mais uma vez, se realizar o Festival Eurovisão da Canção, sejam as boas notícias, como a discografia completa dos Doors a 5 Eur no Media Markt ou a descoberta da voz celestial de Richard Bona.


Obrigado por andarem por aí.

Vinyl.

E se, de repente e sem que ninguém esperasse...

Houvesse um retorno...

...Liv(f)e After Death



"That is not dead which can eternal lie

and with strange aeons even death may die."

in The Nameless City

H.P. Lovecraft